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quinta-feira, 6 de março de 2008

A música corre nas minhas veias...

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"Construção" de Chico Buarque, música japonesa, italiana, tudo começou com minha mãe me apresentando à uma das mais belas e expressivas artes, capaz de unir países rivais, aproximar pessoas, fazer o amor, a paixão, dar forças, fazer chorar, acalmar...
Daí foi paixão, sempre! Uma relação de amor com altos e baixos porém sempre leais por ambas as partes.

A música corre nas minhas veias, pulsa meu sangue, impulsiona meu coração, oxigena meu cérebro, me dar forças e me faz chorar. Porque chorar? O quanto vale chorar? Aquelas notas em tons menores, porque tão tristes? Dá um aperto no coração. Lembro das minhas paixões, lembro dos grandes momentos lembro de tanta coisa. Do meu bairro, da minha mãe, minha vô, meu pai,minha família, meu amor, meus amigos, meu time, meu colégio meu passado, meu eu!

Mas ela muda como a rádio e logo se faz mais feliz, mais alegre, mais gostosa, bem a sua cara, ou melhor seu som. Ela nos faz dançar, nos faz voar, nos faz agir. Ela instiga, corre nas veias como se fosse pimenta. Passei dias sem dormir, horas sem comer por sua causa, no trampo, na guerra do mundo. Fábrica de adrenalina que faz superarmos qualquer desafio, meu olho abre, "sangue no olho"! Pode vir o trem!

Mas ela muda como o mar. Aí ela acalma, ela "aqueta", ela "amansa". Ela toca no mar, toca nas ondas, ela tá na praia, às 4h da tarde. Me atrai, me leva. Só depois me devolve. Tranquilo.

Mas ela muda como as rosas. Aí ela desabrocha, ela abre, ela apaixona. Perece que quer arrancar o coração. Anestesia as pernas, pernas bambas. O olho limpa, brilha, fecha um pouco, fala por si e por ela. Planta paixão, colhe amor. Aproxima as pessoas, nos aproxima.

Mas ela muda como o mercado. Nos alimenta, nos engorda, nos ensina, nos trata. Nos ocupa por dias, meses, anos.... uma vida. As vezes acho que mais de uma. Acho não, tenho certeza.

Música corre nas minhas veias. Devo tudo à ela. Sou grato à ela. Admiro a música! Mas minha intimidade me deixa chamá-la de tu, vc!

Veio crescendo com o tempo, Construção, Balão mágico, Rap do Silva, Hino do Corinthians, Exaltasamba, Belo, Bob Marley, O Rappa, Titãs, Iron Maiden, Silver Chair, Rick Marty, Damien Rice, Jack Jonhson, Ben Harper, Pink Floyd...

Meus amigos são seus filhos, são seus amigos, são seus alunos.
Estamos todos acorrentados à ela... nosso fim... nada de nosso fim... nossa música. Música corre nas veias!!!!!!!!!!!

Música corre nas minhas veias!

Gravação de um bom CD (continuando)

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4 - Escolha do repertório!

A escolha do repertório pode acontecer de duas formas, uma se o artista for também o compositor e a outra se as músicas vierem através de compositores.

Sendo o compositor
Quando se tem o dom de criar ao invés de apenas interpretar o artista se torna mais original e singular. As músicas surgem no decorrer do tempo e na maioria das vezes vão se acumulando. São músicas que nasceram em alguma determinada situação e cada uma delas trazem um significado à mais. É difícil se desfazer de qualquer uma. Aí entra o trabalho de peneirar e chegar à um número, que hoje podemos chamar de "comercial". Na verdade tudo hoje tem que ser comercial, mundo capitalista!!! Bom, mas deixa isso pra outro post. Então é a hora de escolher as melhores. Com falei no primeiro post desse tema,  interessante é o artista gravar um cd, tipo voz e violão com umas 50 músicas e distribuir entre sua banda, seus produtores, empresários e até pessoas mais próximas. Depois escuta a opinião de cada um, um feedback, e faz sua seleção. Lembrando que nessa hora a opinião dos produtores e empresário é importante, pois são quem conhece realmente o mercado. O artista, na maioria das vezes se apega à determinadas músicas que trazem um contexto especial e as vezes não são comerciais, mas foram feitas para a namorada, mãe, paixão e por aí vai.

Por compositores
Dessa forma, não é mais fácil do que a outra, é mais delicada. O artista tem que absorver músicas de vários compositores e não fazer um disco com vários estilos. Algo, que de certa forma pareça com ele. Muita coisa vai soar comercial, pois os compositores parecem que fazem em um molde, que p/ eles é o molde do mercado. Mas é aí que o artista tem que ver o conteúdo musical, prezar pela riqueza também. Sempre com sua equipe.

Essa fase é a de maior sensibilidade, onde o artista tem que deixar suas vaidades de lado e pensar em um produto bom, rico musicalmente, com veia para o mercado e, o mais importante, com sua cara. Repertório é a alma da do disco!

segunda-feira, 3 de março de 2008

História: Arrogância x Esperteza

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Ano passado eu estava trabalhando com uma Banda de música latina, Capim Cubano (www.capimcubano.com.br). Era produtor geral da banda, junto com uma equipe de mais 26 pessoas. Fomos tocar em São Paulo p/ um evento da Folha de São Paulo no Tom Brasil.

Tom Brasil, uma casa com um charme único, gostosa de se estar lá. Cara de casa de show enorme e jeito de recepção. Um armário gigante na parede lateral direita onde se guardam os pratos, talheres... Palco grandão, deve medir uns 30x12x12m. Estrutura legal, ótimo camarote de frente e mais ou menos 6 camarins.

Particularidade: Toda vez que vou em São Paulo encontro um cara da Paraíba lá. Uma vez foi passando férias na praia do Guarujá que encontrei um cara que era atendente de uma locadora de jogos que eu frequentava e dessa vez foi um cara de Campina Grande. O pessoal lá chamava ele de Paraíba. Ele era um dos coordenadores de luz lá!

Chegamos em SP às 11h, tomamos um "chá de banco" de aeroporto de uma hora e meia por causa do motorista da van. E seguimos p/ o Hotel, que era longe do aeroporto e próximo do Tom. Só deu tempo almoçar e levar a equipe técnica p/ montagem e passagem de som.

Chegamos no Tom umas 16h como marcado com a produção local. Quando chegamos fui direto no palco, pois a gente era a primeira banda e o equipamento da outra banda (banda de grande porte, hà mais de 20 anos mercado) já estava pronto e passado. Eu olhei e perguntei ao produtor local aonde iríamos tocar? Pelo que eu estava vendo só podia ser um palco voador por cima do deles, pois o palco estava lotado de equipamentos. O produtor local estava enrolado pois o esquema lé era assim: A folha contratou Capim por através da Poladian, produtora de SP que era muito influente com o pessoal do Tom e por fora contratou essa banda. O dono da Poladian era muito influente com o pessoal da Folha também. Mas os produtores, da Folha, do Tom e da outra banda não se comunicaram legal. Minha comunicação era sempre com o produtor da Poladian e eu sempre frisei essa questão do palco, quem era primeiro, segundo, montagem... Resumindo eles não se comunicaram e o pessoal da outra banda não queria mas que ninguém subisse no palco antes dele, nem sequer p/ montar nada (até pq não cabia).

Eu via aquela figura grande, magra, com uma meia até o joelho, calçando uma Crocks (sandalha da moda em SP que parece mais um pé de ET) número 48, parecendo o Frankenstein, andando de um lado p/ o outro com uma cara tão fechada que parecia aqueles lutadores de vale tudo, era o produtor da outra banda. Eu tentei até uma comunicação com ele. Na verdade eu não sabia que língua ele falava, mas tentei. Ele veio logo gritando e cuspindo, arrrrgggg...

O que aconteceu, ele disse que ninguém mexia em nada e que eles iam tocar primeiro e às 23h e fim de papo. Eu tentei explicar a ele que tínhamos sido contratados p/ tocar primeiro e às 21h, e só queria fastar um pouco o equipamento deles p/ montar o nosso. O cara saiu bufando, gritando, chamando a gente de bandinha do nordeste, isso e aquilo.

Resumindo: Eu fui com jeitinho nordestino, chamei os produtores do Tom, da Folha, da Poladian expliquei a situação e consegui fastar o equipamento deles, montei o nosso e ficamos p/ tocar às 21h em PONTO. 

Eu sabia que esse tipo de festa atrasava e que agente só ia começar umas 22h30min. Dito e feito quando foi a noite cheguei junto dos "Grandões da Folha", do dono da Poladian e só começamos às 22h30min, melhor horário. Quando deu 23h ele (o Frankenstein) começou a "Esperniar", bufar querendo que a gente acabasse. Quando viu que não conseguia veio me pedir que ajudasse ele. kkkkkkkk... Eu sabia que o mundo dava voltas, mas rápido assim não!!!

Fizemos um "showzaço", o pessoal adorou e quando a gente acabou metade dos convidados foram embora e não esperaram a GRANDE BANDA. (Deixando claro que não estou descriminando as outras regiões até porque amo SP e amo o Brasil onde fiz grandes amigos em várias regiões, pois esse cidadão é um caso à parte).

E os matutinhos do Nordeste "botaram pra gerar"!

Eu era muito fã da banda dele, mas não curti muito aquela cena não. "Uma equipe técnica mal treinada às vezes estraga uma carreira!"

Fonte da foto: www.tombrasil.com.br

sábado, 1 de março de 2008

VIVA IDÉIA ENTRETENIMENTOS

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A idéia que acontece!

Empresa com um ano de vida porém com um vasto portfólio conquistado com trabalhos próprios e outros trazidos na bagagem dos sócios Igor Kawabe (O Japa, vulgo eu mesmo, kkkkk) e Thiago Amorim.

Thiago Amorim
Músico desde os 5 anos de idade (viola, instrumento erudito) já passou por bandas popular e orquestras de músicas eruditas. Fez música durante 5 anos na Unicamp em Campinas e atualmente faz Gestão Publicitária na FatecPB, em João Pessoa;

Igor Kawabe
Músico desde os 15 anos de idade (percussão) já passou por várias bandas popular também. Fez Engenharia Civi em Natal (UFRN) e João Pessoa (UFPB) e atualmente faz Publicidade e Propaganda no IESP na capital paraibana;

Juntos lideram a VIVA IDÉIA, empresa responsável por criar, desenvolver, produzir eventos, campanhas, promoções mas acima de tudo: Fazer as idéias acontecerem, realizando sonhos!

Vejam alguns trabalhos nossos no www.flickr.com.br/igorkawabe

Novo conceito

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Não, não!!! Você está no blog do Japa sim! Ocorreram algumas mudanças sim. Dei uma revisada no padrão das cores e tirei a foto de título antiga p/ deixar seguindo um conceito mais "Clean". O que acharam? Eu gostei...

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Dica

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Dica de um blog americano semelhante ao meu. É interessante, mas está tudo em inglês!
http://music-gear.blogspot.com

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Fotos do Luau do Capim em João Pessoa

2 comentários
Fotos do evento enfatizando a produção e decoração de antes e depois p/ todos terem uma idéia de como funciona tudo no dia do evento. Essas fotos foram do Luau do Capim, Ed. João Pessoa sábado 23.02.08 no Jacaré Pop.
Entrada à tarde
Entrada à noite
Parte acústica do show
Com Marinho (técnico de luz do Capim) na House Mix
Visão do meio à tarde
Visão do meio à noite

Fotos do Luau do Capim em João Pessoa

Um comentário
Velas de decoração à tarde
Velas de decoração à noite
Palco à tarde
Palco à noite
Show
Vão seco
Vão cheio
Equipe Viva Idéia com Yegor Gomez (Da esquerda p/ direita = Thiago Amorim, Yegor Gomez, Igor Kawabe e Igor Gomez, faltando nessa foto Letícia Oshiro, Renata Paes e Thiago Alexandre)

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Luau do Capim

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Desculpem todos esses dias sem post, mas estava organizando um grande evento junto com o pessoal do Jacaré Pop (local do evento) em João Pessoa-PB. Foi o Luau do Capim Cubano, evento estilizado da banda Capim Cubano, criado e desenvolvido pela Viva Idéia Entretenimentos.
A festa de sábado foi a segunda edição desse lindo projeto, que é um super show da banda, com vários momentos e uma decoração e layout onde o público se sente em um luau de amigos. Amanhã eu postarei algumas fotos com os detalhes e falarei um pouco mais sobre o evento, e na quarta voltarei a escrever Gravação de um bom CD!

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Gravação de um bom CD

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O mercado de um modo geral enfrenta um grande problema, a falta de profissionais especializados. Na música não é diferente, porém a posição apática, das pessoas dispostas à gravar um CD, acaba não sendo criteriosa na etapa de contratar os profissionais p/ gravação. Fase importantíssima que requer alguns critérios. Citaremos alguns profissionais falando um pouco sobre cada:

- Produtor musical:
Responsável por criar, executar e acompanhar os arranjos das músicas envolvidas no projeto. Pessoa de boa comunicação e sensibilidade p/ arrancar o melhor de cada músico sabendo a hora e o time de cada um. Além, é claro, de profundo conhecimento e domínio no assunto;
- Produtor executivo:
Mais enérgico que o Musical, porém pessoa capaz de conquistar bom relacionamento com todos. Posição difícil e delicada. Ele precisa saber trabalhar na barreira entre a boa conversa e o puxão de orelha. Espírito de líder é o essencial, além de deter o poder de resolver problemas inusitados;
- Músicos:
Os profissionais que irão colocar a mão na massa, tocar e cantar. O principal pré-requisito é ter experiência em estúdio, lembrando que cada músico tem um estilo que deve ser analisado antes da contratação. Lembro-me uma vez de uma gravação que acompanhei, quando o artista quis contratar os melhores músicos sem pensar no estilo. Aconteceu que o músico era muito bom em Jazz, Rock e a música era Baião, não saiu, parou de uma forma que foi preciso chamar outro. Resumindo, não tem o melhor, tem o melhor em determinado estilo e gênero;
- Convidados:
Claro que, como o nome já diz, convidado não é contratado e sim "Convidado". São artístas em carreiras paralelas, muitas vezes amigos e muitas vezes vem p/ agregar valor ao CD. Como por exemplo, Cláudia Leite, na época cantora do Babado Novo, gravou a música "Doce Desejo"com a dupla Bruno e Marrone há alguns anos atrás;
- Técnico de audio:
Como falei no post passado, ele normalmente é funcionário do estúdio, mas acontece do artísta ter o seu preferido e aí vale uma negociação com o estúdio e profissionais envolvidos;
- Roadie:
O cara que vai montar, desmontar, afinar, passar, limpar e resolver qualquer bronca.  Estúdio também tem assistentes que podem montar e desmontar, mas o Roadie é quem conhece os jeitos e trejeitos do músico, quem arma como ninguém o set;
- Designer:
Após tudo gravado, mixado e masterizado, precisamos de um encarte legal p/ o CD. Então o designer vai criar a arte através de um "Briefing" (caracterização dos gostos e preferências) por parte do artísta;
- Fotógrafo:
Ele vai fazer as fotos, justamente p/ o encarte;
- Figurinista e maquiador:
Auxiliarão o fotógrafo nas fotos;
- Marketeiro ou publicitário:
Daí vem todo o plenejamento de marketing em cima do CD. Quando se tem uma gravadora, isso parte deles e na maioria das vezes é interno. Quando é independente o Publicitário vai tratar o CD como um Produto e criar uma campanha p/ ele;
- Assessor de imprensa:
Responsável por atender e convocar toda a imprenssa p/ o conhecimento de todos quanto ao lançamento e vendas do CD. Marcar programas, rádios, jornal, sites... Montar release e notas;
- Divulgador:
Pessoa ou equipe que vai percorrer algumas regiões para divulgar o CD lançado. Terá em posse boa quantidade de material promocional p/ distribuição. Resumindo, vai espalhar o material p/ que o povão conheça e aprenda as novas músicas;

Próximo post será a escolha do repertório!